O Museu nacional dos Coches está mais acessível.

O Museu dos Coches localizado em Belém, antigo Picadeiro Real mandado construir por D. João VI. Mais tarde foi transformado em Museu dos Coches Reaes, por D. Carlos I, em 1905. Dispõe de um serviço educativo que tem como uma das suas facilidades as visitas guiadas para pessoas com deficiências visuais e auditivas. As pessoas invisuais, podem, através do tacto, tocar nas maquetas de alguns coches que também poderão tocar em tamanho real. Existem também livros em Braille. As pessoas com surdas têm, também, ao seu dispor um filme com língua gestual. Este Museu também recebe outro tipo de instituições como a Fundação do Gil. A actividade educativa do Museu dos Coches não se esgota somente nas instalações da instituição. O serviço educativo do Museu também se desloca a hospitais pediátricos em Lisboa. Fonte: http://www.morgadioreal.com/quintas-e-palacios/outros-espacos/museu-dos-coches/ Magazine Consigo transmitido a 06-03-2011 http://www.rtp.pt/play
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Recreação passiva e activa

O texto publicado neste post é um resumo de um capítulo de uma monografia que estou a ler. O tema da monografia está ligado ao turismo acessível para todos. Mais tarde vou publicar mais resumos dos outros capítulos desta monografia.
Recriação e Turismo Para TodosPadrões de qualidade para atenção a pessoas portadoras de necessidades especiais.
Rafael Sanjuanbenito Aguirre
Maria Fernanda Gómez Simon
Silvia di Santo
Liliana Pântano
Luis Grunewald
Capítulo 4

Recreação passiva e activa

“ O conceito de recreação passiva corresponde à interacção entre o visitante (a procura de turismo ou recreação) que actua como um simples observador e o meio (espaço físico turístico). “
“ O conceito de recreação activa corresponde à interacção física entre o visitante e o meio.”
Para as pessoas com necessidades especiais, o facto de saírem da rotina, de se evadirem um pouco é, tal como para as pessoas ”normais”, uma oportunidade de se libertarem da rotina do dia-a-dia. Para além da fuga à rotina existem outras oportunidades:
· Uma maior flexibilidade na consecução de conquistas e metas, além da existência de uma aprendizagem com regras.
· A aprendizagem do comportamento social que permite a adaptação ao sistema, facilitado através de actividades executadas nos tempos livres.
· O favorecimento de atitudes positivas, através de actividades lúdicas. As actividades lúdicas são uma tarefa essencial da condição humana: pôr a criatividade em funcionamento, enriquecendo o grupo e o indivíduo. Esta dinâmica exerce um poder extraordinário na formação da personalidade de cada indivíduo.
· O estímulo que conduz todos os participantes a reflectir sobre realidades e alternativas de vida distintas, adaptando as suas capacidades e formas de expressão e comunicação às dos seus colegas.
· A interacção entre iguais e a relevância do grupo e a relevância do grupo, facilitando, assim, a integração.

É importante que sejam esclarecidos certos conceitos médicos para uma melhor compreensão de que o Turismo também é uma ferramenta válida e é também parte de um programa de reabilitação, baseado na estimulação.

Estimulação Precoce, o que é?
A Estimulação Precoce consiste no reconhecimento e detecção a tempo, por parte dos familiares e dos médicos, de uma deficiência e tem como fim, mediante técnicas específicas, devolver funções e sistemas funcionais aos portadores de deficiência.
Exemplos de possibilidades que a recreação acessível pode oferecer à Estimulação Precoce:
· Desenvolver as habilidades motoras – Motricidade fina e grossa, mediante a incorporação do movimento. Exemplo: Jogos simbólicos, de cooperação, atitude de postura e equilíbrio.
· Estimulação de condutas conforme a idade e a sua exercitação – Exemplo: Favorecer a comunicação com o outro ou saber sentar-se na cadeira bdo autocarro.
· Estruturação da conduta crítico-analítica e criativa – reconhecimento de objectos através do dos 5 sentidos (mais direccionado para invisuais).
Recreação assistida
“É toda a actividade desportiva ou recreativa que pode ser desempenhada com periodicidade por qualquer pessoa no raio de influência da sua residência habitual. As mesmas estão geralmente a cargo de instituições com pessoal competente nas diferentes disciplinas, que dão uma formação teórica e/ou prática, sendo um suporte útil porque integram e contemplam as distintas necessidades (desenvolvimento físico, psíquico e social) das pessoas com diferentes graus e segmentos de deficiência.”
É um excelente instrumento para que familiares e profissionais observem a actuação e avaliem a evolução da prática individual ou grupal dos seus integrantes.
Quando os portadores de necessidades especiais praticam actividades recreativas ou desportivas no seu quotidiano, querem praticá-las também durante as férias, seja num centro turístico, ou noutro qualquer local. Pró isso as instituições deveriam entrar em contacto com as instalações recreativas em lugares turísticos, que ainda não proporcionam o acesso aos diferentes segmentos de deficientes, para oferecer-lhes a oportunidade de ampliar a sua oferta prestando serviços acessíveis a esta nova procura que também gera desenvolvimento de empregos.
Exemplos de recreação assistida que podem ser praticados em lugares turísticos:
· Equinoterapia
· Mergulho adaptado

Existem situações , não só para quem na área do turismo precisa “adaptar-se e trabalhar”, mas também para todos aqueles que rodeiam uma pessoa portadora de necessidades especiais. Para todos é importante:

· Informar-se de todas as capacidades e deficiências dos membros de cada grupo.
· Ter atitude positiva sem cair no paternalismo.
· Estar atento para favorecer a inclusão de todas as pessoas do grupo.
Servir de canal para a aproximação com os outros e adaptar as actividades recreativas à possibilidades reais.
· Podem apresentar-se situações mas quais não se saiba como proceder, e nesse caso, sugere-se perguntar ao próprio protagonista.
· Rejeitar preconceitos, sem medo. Não é uma prova.
· Tentar saber o que cada pessoa consegue fazer.
· Tentar conhecer e tratar bem as pessoas sem discriminar ninguém.

Existem pessoas portadoras de necessidades especiais que não sabem conviver em sociedade, por terem sido educadas inadequadamente. Talvez essas pessoas necessitem de um apoio prévio na sua integração nos grupos de convivência e tempo livre.