Agenda Cultural de Viana do Castelo em Braille- Viana do Castelo’s Cultural Agenda in Braille

A Câmara Municipal de Viana do Castelo está a disponibilizar a sua Agenda Cultural em Braille. Esta iniciativa permite às pessoas invisuais acederem a toda a informação disponível na Agenda Cultural daquele Município.
Noiva de Viana/ Viana Bride
Inserida no projecto ”Informar com um novo olhar”, da responsabilidade da Equipa de Acessibilidades do Gabinete Cidade Saudável e do Serviço Especial de Leitura da Biblioteca Municipal esta iniciativa tem como objectivo democratizar o acesso à informação municipal, dos deficientes visuais.
O Serviço Especial de Leitura dispõe de um computador com software específico para leitura de ecrã e reconhecimento de texto digitalizado. Dispõe também de um leitor autónomo e uma lupa electrónica, impressora e linha Braille e permite assim consultar fundos documentais, e outros documentos como jornais.
A Câmara Municipal está, neste momento, a preparar a reconversão em Braille de várias brochuras informativas e turísticas de Viana do Castelo em 2012. Neste momento já está disponível, em Braille, o Roteiro de Arquitectura, do qual a Biblioteca Municipal é o símbolo maior (desenhada por Álvaro Siza Vieira).
A Agenda Cultural está a ser enviada a associações como a ACAPO, que dão apoio a pessoas com deficiência visual.Tanto a Agenda Cultural e as brochuras informativas e turísticas em Braille estão disponíveis no posto de Turismo e na Biblioteca Municipal.
English Version
Viana do Castelo City Council is making available its Cultural Agenda, in Braille. This initiative allows blind people to access all the information available in this Municipality’s Cultural Agenda.
Inserted on “Report with a new look” project, from Accessibilities Staff from Healthy City Office and Municipal Library’s Special Reading Service, this initiative aims to democratize the access to municipal information, to the people with visual disabilities.
Monte de Santa Luzia/Santa Luzia Hill
The Special Reading Service has a computer with specific software to screen reading and automatic recognition for scanned text. It has also a stand-alone player and printer and line Braille that allows to consult documental funds, and other documents like newspapers.
The City Council is, at this moment, preparing a Braille reconversion of informative and touristic brochures form Viana do Castelo in 2012. At The moment, the Architecture Routing in Braille is available, the Municipal Library, (designed by Álvaro Siza Vieira), is its major symbol.
The Cultural Agenda is being sent to affiliations like ACAPO*, that support people with visual disabilities.The Cultural Agenda and the informative and touristic brochures are available at the Tourism office and Municipal Library.
* Blind and Amblyopic of Portugal Association –
Posto de Turismo/ Tourism post office
Rua do Hospital Velho
4900- 540 Viana do Castelo
Telf. 258 822 620
Fax. 258 827 873
Ligações relacionadas/ Related links
Fonte/Source
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50º aniversário da entrada do N.R.P. “Sagres” ao serviço da Marinha Portuguesa-50th anniversary of the entry N.R.P. "Sagres" the service of the Portuguese Navy.

O navio escola “Sagres” comemorou esta semana, dia 8 de Fevereiro, os 50 anos da entrada ao serviço da Marinha Portuguesa. Este Veleiro português esteve ancorado na doca de Alcântara.
As principais missões do “Sagres” são dar treino de Mar dos cadetes da Escola Naval, futuros oficiais da Marinha Portuguesa, representação da Marinha e do país em portos estrangeiros e apoio a acções diplomáticas a órgãos de soberania quando estes se deslocam ao estrangeiro.
História do Navio
O actual navio escola Sagres foi construído em 1937, nos estaleiros Blom & Voss para desempenhar funções de treino aos cadetes da Marinha alemã.
No final da Segunda Guerra Mundial foi capturado pela Marinha americana e vendido por $ 5000 dólares, à Marinha brasileira em 1948. É então baptizado de Guanabara continuando a ter as funções de navio escola dos cadetes da Marinha brasileira até 1961.
No ano seguinte, em 1962, é vendido a Portugal por 150.000 dólares. A 8 de Fevereiro de 1962, é hasteada, no “Sagres”, a bandeira portuguesa.
Os símbolos do Navio
Brasão de armas
Conteúdo da Página
A Cruz de Cristo (vermelho) foi utilizada nas velas (branco) dos navios portugueses a partir do século XV. Era o símbolo da Ordem Militar de Cristo, da qual o Infante D. Henrique foi “regedor e governador”, desde 1420.
O ramo de carrasqueira (ouro) era o símbolo pessoal do Infante e exprime a tenacidade, a rusticidade e o desapego pelos bens materiais e honras fáceis.

O astrolábio náutico (ouro), embora ainda não utilizado durante a vida do Infante, representa a ciência e a instrução da arte de navegar que permitiu aos pilotos portugueses demandarem novos portos, novos continentes e novas ilhas.

O fundo azul, onde se encontram inscritos os motivos a ouro acima referidos, representa o “mar oceano” que, na esteira dos Descobrimentos Portugueses, une e deixou de separar.
Infante D. Henrique
Conteúdo da Página
O infante D. Henrique, figura de proa do NRP “Sagres”, foi o terceiro filho do rei D. João I e nasceu no Porto a 4 de Março de 1394. Ao longo da sua vida afirmou-se como o grande dinamizador da Expansão Marítima e dos Descobrimentos Portugueses.
Cruz de cristo
Conteúdo da Página
A Cruz de Cristo é o o grande representante do “Sagres”eira vez utilizada nas velas dos navios da armada de PedroÁlvares Cabral. A cruz vermelha de hastes simétricas, vazada ao centro, era o símbolo da Ordem Militar de Cristo, fundada por D. Dinis em 1317, na sequência da extinção da Ordem dos Templários.
O infante D. Henrique foi, a partir de 25 de Maio de 1420, e até à data da sua morte, o «regedor e governador» da Ordem de Cristo, o que lhe permitiu ver ampliada a sua influência política e religiosa, bem como a disponibilidade financeira.
Sagres
Conteúdo da Página
O Cabo de Sagres, localiza-se no extremo sudoeste de Portugal. Durante muitos séculos este Cabo, além da sua proeminência geográfica, tinha também a ele associada uma forte carga mítica, sendo mesmo conhecido pelos os Romanos como Promontorium Sacrum.
 D. Henrique por começou a interessar-se por Sagres, segundo está documentado, a partir de 1443. Por essa altura solicitou autorização para aí mandar construir uma vila, o que parece encontrar explicação no grande incremento que as viagens de exploração conheceram a partir de 1441.
 A localização geográfica de Sagres  permitia  aos navios que queriam entrar e sair do Mediterrâneo, quer a chegar ao Norte de África, ser uma espécie de porto de abrigo, onde as tripulações dos navios ancorados podiam esperar por ventos favoráveis que os levassem aos seus destinos.
Do cruzamento de tanta gente e de tantos saberes ligados ao mar, nasceu o mito da escola de Sagres. Nunca se conseguiu comprovar a sua existência real, mas o seu espírito continua até aos nossos dias
Curriculum vitae 
·         155 missões realizadas
·         3 viagens de circum-navegação 1978/79, 1983/84 e 2010/11
·         50 cursos da Escola Naval
·         6267 dias no mar, o equivalente a 17 anos fora de Lisboa.
·         580.540 milhas marítimas, o que equivale a 26,8 voltas ao mundo
English version
50th anniversary of the entry N.R.P. “Sagres” the service of the Portuguese Navy.
The training ship “Sagres” celebrated this week, February 8th, the 50th anniversary of entering the service of the Portuguese Navy. This Tall Ship  was anchored at Alcântara dock, at Lisbon.
The main missions of the “Sagres” are giving training of Sea Cadets from the Naval Academy, future officers of the Portuguese Navy, representing the Navy and the country in foreign ports and support for diplomatic action to organs of sovereignty when they travel abroad.
Ship’s history
The current trainning ship “Sagres” was built in 1937, the Blom & Voss shipyards to perform training functions for German Navy cadets.At the end of World War II was captured by U.S. Navy and sold for $5000 U.S.D, the Brazilian Navy in 1948. It is then named Guanabara still having the functions of the cadet training ship of the Brazilian Navy until 1961.
The following year, in 1962, is sold to Portugal for $150,000 U.S.D. The February 8, 1962, is flown in “Sagres”, the Portuguese flag.
The Ship’s symbols
Coat of arms
The Cross of Christ (red) was used in candles (white) of the Portuguese ships from the fifteenth century. It was the symbol of the Military Order of Christ, of which Prince Henry was “mayor and governor,” from 1420.
The branch of holm oak (gold) was the personal symbol of the Prince and expresses toughness, hardiness and detachment from material possessions and honors easy.
The nautical astrolabe (gold), although not used during the life of Prince, is the science and art of sailing instruction that allowed the Portuguese pilots demanding a new ports, new islands and new continents.
The blue background, which are inscribed the above reasons, the gold represents the “ocean” that in the wake of the Portuguese discoveries, links and left to separate.
Prince Henry
The Prince Henry, figurehead of the NRP “Sagres”, was the third son of King John and I was born in Porto on March 4, 1394. Throughout his life asserted itself as the great promoter of the Seas and expansion of the Portuguese Discoveries.
Cross of Christ
The Cross of Christ is great  the “Sagres” threshing floor when used in the sails of the ships of the fleet of Pedro Alvares Cabral. The red cross of symmetric rods, hollow center, was the symbol of the Military Order of Christ, founded by D. Dinis in 1317, following the termination of the Templar Knights .
The Prince Henry was, as of May 25, 1420, until the date of his death, “the mayor and governor” of the Order of Christ, which allowed him to see expanded their political influence and religious as well as the availability of funds.
Sagres
The Cape Sagres, located in the far southwest of Portugal. For many centuries this Cape, beyond its geographical prominence, he was also associated with a strong mythical charge and was even known to the Romans as Promontorium Sacrum.
Prince Henry began to interest himself in Sagres, has is documented, in 1443. By that time there have requested authorization to build a village, which appears to explain the large increase in voyages of exploration known from 1441. The geographical localization Sagres allowed the ships who wanted to enter and exit, or the Mediteranium sea want to draw near to North Africa, being a kind of safe haven, where the crews of the ships anchored could wait for favorable winds that would lead them to their destinations.
From the crossing of so many people and knowlegde linked to the sea, the myth of the Sagres School was born. No one could ever prove its real existence, but its spirit lasted to our days.
Curriculum vitae
• 155 missions
• three circumnavigation trips 1978/79, 1983/84 and 2010/11
• 50 courses at the Naval
• 6267 days at sea, the equivalent of 17 years at sea.
• 580,540 miles at sea, which is equivalent to 26.8 times around the world.

Fontes/Sources:

N.R.P.. “Sagres”

Um passeio pelo rio Ceira, na Vila de Góis em Portugal – A stroll on Ceira river, small town of Góis, in Portugal

O texto que se segue é uma cópia integral de um texto publicado em Português (do Brasil) no blog Turismo Adaptado. Mais abaixo existe uma versão inglesa deste texto, cuja tradução foi feita por mim.

Este texto foi escrito por João Henriques para o site da Rede Saci, de onde é repórter voluntário. Português, tem 35 anos e tornou-se tetraplégico em um acidente. Administra o site Acessibilidade em estado se sítio

Com a chegada da primavera desaparecem os dias frios e chuvosos, então, vêem-nos sempre à memória as recordações das férias de verão. Daqueles dias quentes, com as praias cheias de gente e aquela água salgada de um oceano incrivelmente azul. Mas também há quem opte por passeios pela serra, acompanhados de um bom piquenique, que terminam muitas vezes em banhos nas praias fluviais.

Em um dia de verão, desloquei-me a uma destas praias fluviais na vila de Góis. Reflecti sobre a sua localização geográfica e achei que estava bastante acessível. Esta praia fluvial encontra-se num magnífico recanto no meio de uma imensa serra que parece que nunca mais termina, cheia de vegetação e ar puro, a Serra da Lousã. Então, decidi relatar essa tarde bem divertida e radical.

Depois de chegar à vila de Góis saí do carro junto ao rio Ceira. Estávamos em um local de piso mais ou menos plano de tantas vezes a água escavar aquelas rochas ao fluir no local. Isso permitiu construir uma estrada marginal junto ao seu leito, o que é meio caminho andado para permitir um local montanhoso transformar-se em um bastante acessível.

Junto aos passeios da estrada para as margens as rampas não eram abundantes, no entanto, nos locais essenciais elas existiam. Desloquei-me então para o parque de piqueniques. O percurso até as mesas era fácil porque existia uma rampa de acesso da estrada para a superfície em terra com alguma relva sem grandes ondulações.

Depois, atravessei a rua na companhia de amigos e apanhei uma rampa que dava acesso a uma pequena zona relvada, onde avistei uma ponte metálica para a passagem de pessoas. Ainda bem que tinha rampa porque permitiu deslocar-me de cadeira de rodas com alguma facilidade e assim estar em cima do rio. Tive uma sensação maravilhosa de liberdade e independência. Debrucei-me da ponte para o rio e maravilhei-me com a água a escorrer rio abaixo em uma velocidade estonteante.

Segui caminho rio acima e encontrei o primeiro açude, que tinha rampas de madeira e permitia percorrer alguma quantidade de areia. Só faltava naquele momento uma cadeira flutuante para ir tomar banho. Para sair do açude para a estrada não tinha rampa.

A seguir desloquei-me para um bar fluvial, difícil de encontrar porque não tinha placas a assinalar a rampa de acesso e estas eram bastante inclinadas. Na chegada ao bar nem todos os locais tinham rampa, mas também não era difícil encontrar uma mesa no meio de muita gente.

Fotografia de Luís Ferreira
Quando estava a partir daquele local, de uma maneira inexplicável, chamaram-me a atenção que era possível estar muito perto do rio. Lá fui eu passeio fora e quando me percebi estava no meio do rio. Só foi possível porque as rampas de madeira do passeio para o rio eram pouco desniveladas e tinham um material aderente e anti-derrapante.

Confesso que estar no meio de um rio cheio de pessoas a tomar banho e a apanhar água em cima de mim – numas rampas seguras – foi coisa que nunca me tinha passado pela cabeça.

E assim se passou uma tarde alegre, divertida, radical para mais tarde recordar.

English version 

A stroll on Ceira river, at the little town of Góis, Portugal.

The following text is a integral copy of a text published in Turismo Adaptado blog in Portuguese (brazilian). The translatoin to  English was made by me.

This text was wrote by João Henriques for Rede Saci website, where he is a volunteer reporter. He is Portuguese and is 35 years old and became quadriplegic after an car accident. João is the administrator of Acessibilidade em estado de sítio website.

When Spring comes, the cold and rainy days disappear. Then, come to our memories the remembering about the summer holidays. Hot days, overfilled beaches and that sea water incredibly blue. But there is also who choose to walk in the mountain, with a good pic-nic  that ends mostly in river beaches baths.


In a summer day, I went to one river beach at  the small town of Góis . Thanks to the geographic localization I thought that it was accessible enough. This river beach is at a magnificent corner in the middle of a mountain that seams to never end, overfilled of vegetation, clean air, at the Serra da Lousã. Then I decided to wrote about that joyful and radical afternoon.

After have arrived at Góis little town, I stepped out of the car near the Ceira river. We were in a place that had a more or less regular floor due to the fact the water excavate the rock to cross through. That has permitted to build a marginal road near its riverbed, that is the half way to permit a mountainous place transform in a accessible place.

 Near the road walkways to the margins  the ramps weren’t abundant, but the place  for them were their. Them I went to the picnic park. The way to the tables was easy because it had an access ramp from the road to the land surface with some grass without big ripples.

 Then, I crossed the street in my friends company and acceded a ramp that gave access to a little grassed area, where I saw a metal bridge to passage people. Thank God it had a ramp that allowed to move by wheelchair easily and be above the river. I had a wonderful sensation of freedom and independence. I leaned out from the bridge to the river with the water passing across at a stunning speed.

I followed up the river and found the first dam, that had wooden ramps and allows to go through some sand. At the moment only a hover chair was lacking to entering the water.


To go out the dam the road haven’t no ramp. Soon after I went to a bar, hard to find because it wasn’t no plaques to indicate the access ramps and those were very bend down. Arriving at the bar not all places had a ramp, but it wasn’t hard to find a table in the middle of so many people.

When I was leaving that place, in a inexplicable way, I was told that it was possible to be very next to the river. Then I went through out the sidewalk and when I realised I was in the middle on the river. That was only possible because the sidewalk’s wooden ramps to the river were a little uneven and had adherent antiskid material.

I confess  that being in the middle of the river full of people taking a bath and fill water over me – in a secure ramps-  it was a thing that wasn’t in my mind.

And so we passed joyful and radical afternoon to remember later.

Fontes/Sources:

Rede de Praias Fluviais – This link is only avalable in portuguese. I apologize for this fact.